sábado, 24 de maio de 2014

Lenda do Berimbau





                                   Berimbau


A Lenda do Berimbau
Uma menina saiu a passeio. Ao atravessar um córrego abaixou-se e tomou a água no côncavo das mãos. No momento em que, sofregamente, saciava a sede, um homem deu-lhe uma forte pancada na nuca. Ao morrer, transformou-se imediatamente num arco musical: seu corpo se converteu no madeiro, seus membros na corda, sua cabeça na caixa de ressonância e seu espírito na música dolene e sentimental.
Origem: A introdução deste instrumento no Brasil foi feita com a chegada dos negros Bantos, mais precisamente pelos Angolanos, cuja a cultura é uma das mais antigas de África.
No entanto, vale a pena salientar que, apesar do Arco Musical ter chegado ao Brasil por intermédio dos negros africanos, isto não implica que tenha sido criado por estes.
O Nome: Hoje em dia não nos é possível definir com exactidão a origem do vocábulo Berimbau, nem tão pouco sabermos quando este arco musical perdeu o nome de origem e herdou o termo conhecido actualmente.
O emprego do Arco Musical: Segundo a ordem cronológica da história dos instrumentos, os de percussão surgiram primeiro, sendo utilizados pelos povos guerreiros, seguidos dos de cordas e posteriormente, os de sopro.O arco musical teria nascido no Egipto, ou segundo Curt Sachs, no sul da Índia, em épocas muito remotas, e atravessou tempo e fronteiras, sendo conhecido em todos os continentes.
GungaÉ o berimbau que possui o som mais grave, tem como característica possuir uma cabaça (caixa de ressonância) grande. Alguns autores acreditam que o seu vocábulo venha da palavra angolana hungu. É também conhecido por muitos como berra boi. Este tipo de berimbau é mais utilizado no estilo de capoeira angola.
O Médio: Como o próprio nome refere, é o que possui uma cabaça com tamanho intermediário aos outros dois, tendo no som a mesma característica, tem como função acompanhar a base do toque do berimbau gunga, podendo no entanto, pontualmente, executar algumas variações. É o tipo de berimbau mais utilizado na formação dos instrumentos da Capoeira Regional, porém, é também parte integrante da bateria da Capoeira Angola.
O Viola: Conhecido também como violinha, é responsável pelo improviso, dando o chamado “molho” ao ritmo. Quando um bom tocador está a manuseá-lo, seu som agudo, é de uma vibração inigualável, fazendo com que a assistência escute o lamento ou mesmo uma saudação alegre e feliz, através de sua música. É dos três tipos o que possui a menor das cabaças.
A constituição do Berimbau: Um instrumento monocórdio, constituído por uma verga arqueada, um arame estendido, uma cabaça, que tem o papel de caixa de ressonância, uma baqueta de percussão, um dobrão ou seixo, e ainda é acompanhado pelo uso do caxixi.
A Verga: A madeira que deve ser usada para a confecção do berimbau tem de ser flexível e resistente, a mais usada e conhecida é a Biriba, que deve ser cortada no mato, na lua quarto minguante.
A Corda: Em tempos remotos, eram usados como fio para este instrumento, sipó ou vísceras de animais, só muito tempo depois se introduziu o uso do arame comum (recozido), para só depois então, com a chegada dos primeiros automóveis importados a Salvador, segundo mestre Pastinha em relato a Emília Biancarde, os tocadores, que na sua maioria trabalhavam como estivadores nas docas de salvador, descobrirem que o arame temperado existente nos pneus dos carros produziam um som melhor que o sipó-timbó ou arame comum, e passaram a utilizá-lo.
A Cabaça: (Cucurbita Lagenaria, Lineu) É uma planta rampante. De uso múltiplo e secular entre os utensílios domésticos, herdados da indiaria.
O Dobrão: Segundo relato de Mestre Pastinha, nos primitivos berimbaus, os músicos utilizavam as unhas do dedo polegar, como forma de obter efeito sonoro, colocando-a próxima ou distante da corda. O nome dobrão, tão caro ao Mestre Noronha, é tomado da moeda de 40 reis, sendo essa uma peça de cobre com cerca de 5 centímetros.
A Baqueta: medindo cerca de 40 centímetros, é utilizada para percutir no arame montado na verga e, dependendo do gosto do tocador, ela pode ser leve ou pesada, tem de ser feita com material resistente, como ticum, lasca de bambu, ou até mesmo eucalipto.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A Arte de Mestre Bimba


A Vida 


   Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado) filho de Luiz Cândido Machado e Maria Martinha do Bonfim, nasceu no bairro de Engenho Velho, freguesia de brotas, Salvador Bahia em 23 de novembro de 1900. Recebeu esse apelido devido a uma aposta que sua mãe fez com a parteira que o " aparou " . Ao contrário do que a Mãe achava, a parteira disse que iria nascer um menino, se fosse receberia o apelido de "Bimba" pôr se tratar, na Bahia, de um nome popular do órgão sexual masculino.


A Prática 

   Começou a praticar capoeira aos 12 anos de idade na estrada das Boiadas, hoje o Bairro  egro da Liberdade, com o africano Bentinho, capitão da navegação Baiana. Foi estivador durante 14 anos e começou a ensinar capoeira aos 18 anos de idade no Bairro onde nasceu no "Clube União em Apuros". Até 1918 não existia academias como hoje e treinava-se nas esquinas, nas portas dos armazéns e até no meio do mato.


O Surgimento da Regional 
Consideramos ineficaz e muito folclorizada a capoeira da época, devido ao fato de os 
movimentos eram extremamente disfarçados, mestre Bimba resolveu desenvolver um estilo 
de capoeira mais eficiente, inspirando-se no antigo "Batuque" (luta na qual seu pai era um 
grande lutador, considerado até um campeão) e acrescentando a sua própria criatividade, 
introduziu movimentos que ele julgava necessário para que a capoeira fosse mais eficaz. 
Então em 1928, mestre Bimba criou o que ele denominou "Capoeira Regional Baiana" por 
ser esta praticada única e exclusivamente em Salvador. 
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O Reconhecimento da Capoeira no Brasil 
A partir da década de 30, com a implantação do Estado Novo, o Brasil atravessou uma fase 
de grandes transformações políticas e culturais, onde os ideais nacionalistas e de modernização 
ficaram em evidência.Nesse contexto, surge a oportunidade de Mestre Bimba fazer com que o 
seu novo estilo de capoeira alcançasse as classes sociais mais privilegiadas. 
Em 1936 fez a 1º apresentação do trabalho e no ano seguinte foi convidado pelo governador 
da Bahia,o General Juracy Magalhães, para fazer uma apresentação do palácio do governador 
onde estavam presentes autoridades e convidados, inclusive o presidente da época que gostou 
muito da apresentação. 
Dessa forma a capoeira é reconhecida como"Esporte Nacional" Mestre Bimba foi reconhecido 
pela Sec. Ed. Ass. Pública ao estado da Bahia como Professor de Educação física e sua 
academia foi a 1ª no Brasil reconhecida por Lei. 
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A diferença 
O que faz com que Mestre Bimba se destacasse do demais capoeiristas de sua época, é que 
ele foi o 1º a desenvolver um sistema de ensino e a ensinar em recinto fechado. Além desse 
sistema , ele elaborou técnicas de defesa Pessoal até mesmo contra armas . Mestre Bimba 
preocupava-se demais com a imagem da Capoeira, não permitindo treinar em sua academia 
aqueles que não trabalhavam nem estudavam. 
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A Morte 
Em 1973, Mestre Bimba, por motivos financeiros, deixou a Bahia, sob 
acusação de que os "Poderes Públicos" Jamais haviam o ajudado. Faleceu em Fevereiro de 
1974 em Goiânia, vítima de um derrame cerebral. 
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Antigo Método de Treinamento de Bimba 
Mestre Bimba desenvolveu o 1º método de ensino que vemos a seguir como ele funcionava: 
• Exame de admissão 
Dizia-se que em outros tempos, Mestre Bimba aplicava uma "Gravata" no pescoço do 
indivíduo que quisesse treinar e dizia "Agüenta ai sem chiar", Se agüentasse o tempo que 
ele mesmo determinava estaria matriculado. Mestre Bimba justificava esse critério dizendo 
que só queria macho em sua academia. Mais tarde mudou os critérios, Submetendo o 
Candidato a fazer alguns movimentos para que ele pudesse avaliar se o pretendente tinha 
condição ou não para praticar a capoeira regional. A próxima fase seria aprender a 
"Seqüência de Ensino". 
• O Aprendizado 
O aluno nesse fase aprendia o que se chamava "Seqüência de Ensino" que eram as oito 
seqüências de movimentos de ataque, esquivas e contra ataque destinadas somente aos 
iniciantes, simulando as situações mais comuns que o aluno enfrentaria durante o jogo de 
capoeira. 
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Observação: 
Esse foi o 1º método de ensino criado para ensinas alguém a jogar capoeira e o calouro 
treinava essas seqüências em duplas sem o acompanhamento dos instrumentos. Quando 
estas estivessem bem decoradas o Mestre dizia: "Amanha você vai entrar no aço, no aço 
do Berimbau". 
Era comum naquele tempo dizerem que o capoeirista quando agarrado, não tinha como 
reagir. Então mestre Bimba, com sua criatividade ensinava seus alunos quais eram as 
melhores saídas.Todos esses ensinamentos faziam com que o método de mestre Bimba 
fosse incomparável e esse treinamento durava cerca de 3 meses só então é que o aluno 
seria batizado. 
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O Batizado 
O batizado era quando o aluno jogava pela 1ª vez na roda com o acompanhamento dos 
instrumentos que era formado por 1 berimbau e 2 pandeiros. O mestre escolhia o formado 
que jogaria com o calouro e então tocava o toque que caracteriza a capoeira regional, para 
isso o calouro era colocado no centro da roda para que o formado ou o próprio mestre 
desse um apelido a ele. Escolhido o "nome de guerra" todos aplaudiam e então o mestre 
mandava o calouro pedir a "Benção" do padrinho, e ao estender a mão para o formado 
que o batizou, receberia uma "Benção"(Golpe frontal dado com a parte inferior do pé 
empurrando o adversário na altura do peito) que o jogava no chão. 
Era necessários pelo menos, 6 meses de treino para se formar na Capoeira Regional. O 
exame era realizado em 4 domingos seguidos, no Nordeste de Amaralina, academia do 
mestre, os alunos a serem examinados eram escolhidos por ele. Durante 4 dias os alunos 
eram submetidos a algumas situações onde teriam que mostrar os valores adquiridos 
durante a fase de aprendizado, como por exemplo: força, reflexo, flexibilidade e etc. No 
último domingo é que o mestre dizia quem havia sido aprovado e então ensinava novos 
golpes e também marcava o dia da formatura. 
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A Formatura 
A cerimônia iniciava com uma roda de formados antigos para que as madrinhas e os 
convidados pudessem ver o que era a Capoeira Regional. Mestre Bimba ficava ao lado 
do som, que era formado por 1 Berimbau e 2 pandeiros, comandando a roda e cantando 
as músicas características da Regional. 
Terminada a roda, o mestre chamava o orador que geralmente era um formado mais antigo 
para falar um breve histórico da Capoeira Regional e do mestre. 
Após o histórico, o mestre entregava as medalhas aos paraninfos e os lenços azuis (Graduação 
dos Formados) as madrinhas.O paraninfos colocava a medalha ao lado esquerdo do peito do 
Formado e as madrinhas colocavam os lenços nos pescoços dos seus respectivos afilhados. A 
partir dai os formados demonstravam alguns movimentos a pedido do mestre para mostrar a 
sua competência, incluindo os movimentos de "cintura desprezada", "jogo de floreio" e o 
"escrete" que era o jogo combinado com o uso dos Balões. 
Para terminar, chegava a hora do "Tira-medalha" onde o recém formado jogava com um 
formado antigo que tentava tirar a sua medalha com qualquer golpe aplicado com o pé. Só 
então depois de passar por isso tudo é que o aluno poderia se considerar aluno formado de 
mestre Bimba, tendo direito até de jogar na roda quando o mestre estivesse tocando Iuna que 
é o toque (onde quem joga hoje são só os mestres) criado por ele para esse fim. A partir dai 
só restava o curso de especialização que veremos a seguir. 
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O Curso de Especialização





Tinha duração de 3 meses, sendo 2 na academia e 1 nas matas da Chapada do Rio Vermelho 


Tratava-se de um treinamento de guerrilha, onde aconteciam as emboscadas, armadilhas e 


etc., que consistia em submeter o formado a situações das mais difíceis, desde defender-se 


de 3 ou mais Capoeiristas, até defender-se de armas. Terminado o curso, o mestre fazia a 


mesma festa para os novos especializados, e estes recebiam o lenço vermelho a cor que 


representava a nova graduação. O aluno que se formava ou se especializava, tinha a o dever 


de pendurar um quadro com a foto mestre, do padrinho, do orador, e a própria foto.





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Conclusão





Mestre Bimba realmente foi o grande "propulsor" da Capoeira no Brasil mas , muitos dos 


Métodos citados acima não são mais usados na verdade grande parte deles nao existe mais 


a muito tempo mas, foram muitos úteis. Para nós Capoeiristas só resta dizer: Muito obrigado 


ao Mestre Bimba.

domingo, 18 de maio de 2014



Dicas do Indio Arts;



1) Como se prepara a cerâmica? Passa-se algum produto?


Para fazer esse processo, não é preciso passar nada na cerâmica, ela tem que ser branca, estar limpa e seca, não pode estar molhada com nenhum produto, pois isso pode prejudicar no desenvolvimento da técnica na peça.



2) A tinta óleo leva alguma mistura? Algum secante? Óleo de linhaça?



A tinta óleo não precisa de mistura especial, aliás, nenhuma, às vezes o que coloco é um pouco de querosene no algodão para ajudar a construir o movimento da vegetação nas arvores, mas para deslizar a mão sobre a cerâmica, você só coloca a tinta óleo sobre a cabeça dos dedos e depois sai puxando com o peito dos dedos (vocês sabiam que os dedos têm cabeça, peito e pé?).



3) Como é aquele macete para se fazer troncos? Usando o palito, me parece que tem um algodão na ponta é isso?



Eu coloco um algodão na ponta, deixando ele bem fininho no palito, não uso contonetes porque são grossos. Geralmente eu começo o tronco com o palito na horizontal e subo-o na vertical, para a ponta da árvore ficar mais fina, girando ele para que ele mude de posição, para dar o efeito de claridade é só colocar um pouquinho de força que ele vai tirando e excesso da tinta; o processo para enrolar a ponta do palito no algodão é interessante que você coloque um pouco de querosene no palito para que o algodão fique bem firme.



4) E as folhagem e ramos como se faz?



As folhagens se fazem com uma bolinha de algodão molhada no querosene, para isso é importante que você tire bem o excesso para não correr o risco de escorrer na peça, depois disso pegue a tinta da vegetação (verde vessiê, verde inglês médio, a cor que você quiser) e comece a construir sua vegetação com o movimento das batidinhas. Uma dica importante, se você quiser que ela fique bem delicada, em especial a luminosidade dela, bata bem de leve mesmo.



5) Como devo espalhar a tinta? Vi alguns artistas tocarem vários pontos do azulejo em seguida espalhar, mas é que fazem com uma rapidez incrível e não dá pra entender ok? Tentei trazer a tinta no dedo e ir espalhando, mas não deu legal.



Como expliquei na pergunta nº 2, você tem que saber discernir a cabeça, o peito e o pé do seu dedo, os pontinhos se fazem com a cabeça e espalhamos ela com o peito do dedo, no movimento vai-e-vem, ou seja, na horizontal, você começa no inicio da peça e vai até o final dela, não pode deixar sua mão morrer no meio, se não ficará marcado, não fique passando muito a mão em cima porque correrá o risco de desaparecer alguns efeitos, como o das nuvens ou das ondas do mar, esses efeitos são os espaços que ficam em branco, é legal só deixar excesso no começo e no final do movimento.



6) Como fazer um casa? E a cachoeira q todos fazem mais eu não consigo? E o lago como fazer?



Vou começar de trás pra frente, o Lago a gente faz no mesmo movimento do céu, vai-e-vem, a Cachoeira eu faço com um pedaçinho de papelão, daquele material de caixa de pasta de creme dental, eu rasgo em cartãozinhos, pois é a fibra deles que dão o efeito do movimento, se você recortar com tesoura ele fica cego... Depois eu passo um algodão seco por cima só pra ir limpando o excesso... A Casa é preciso que faça o desenho dela antes, do jeito como costumávamos desenhar no papel quando éramos criança, depois é só preencher como se tivesse riscando, com o palito e o algodão

sexta-feira, 16 de maio de 2014





Vejam algumas dicas de como utilizar as

 tintas à óleo ao pintar uma tela:

Para clarear uma cor geralmente usa-se o

branco, adicionado pouco a pouco, mas 
com os verdes e os marrons clareia-se
com amarelo.

Ao iluminarmos um objeto se ele for polido

teremos pontos brancos para mostrar a
luz ou janela refletida nele. Se ele for opaco
não haverá pontos brancos.

É muito raro se usar uma cor pura. Num

objeto iluminado sua parte clara pode ser
feita com a cor sem mistura, mas a sombra
não. Normalmente usa-se três cores.

Misturas mais usadas, numa ordem que indica

quantidade, isto é, a primeira cor coloca-se
mais, a segunda um pouco menos e a terceira
pouco a pouco:

Cor de pele de pessoa clara= branco + terra de Siena 

                 Queimada
Cor de pele de pessoa morena = branco + ocre + carmim 
                 ou laranja em pequena dose.
Rosa Chá ou Antigo = branco + carmim + pequena pitada
                                   de ocre.

A cor do mar varia de acordo com a cor do céu o qual

ele reflete. Considerando-se um mar límpido com 
dia de sol, varia entre verdes e azuis com suas 
misturas.

A cor das árvores na sombra utiliza-se azul escuro com

verde escuro, verde escuro com ocre ou verde escuro com
marrom.
Observar o tipo de árvore.
A cor das árvores na luz verde escuro com ocre, verde
claro com laranja ou azul escuro com qualquer tipo de amarelo.
O amarelo ocre é a única cor que pode ser misturada com
cores claras ou escuras.No resto, as misturas devem ser
claras claras e escuras + escuras. Isto porque a cor ocre, 
ou oca, já é uma mistura de cor fria com quente 
(amarelo + marrom).

Cinzas para sombras de objetos brancos = branco + azul

médio ou escuro, marrom.

O artista determina as quantidades para a mistura. O ideal

é adicionar as tintas aos poucos até chegar a uma cor 
que lhe agrade. Por exemplo:

Lilás = branco + azul + carmim

Magenta = branco + carmim + azul
Ocre = amarelo claro + marrom
Marrom escuro = terra de siena queimada + azul escuro
Verde escuro = verde vessi ou esmeralda + azul escuro ou
                      carmim ou marrom.

Se quisermos neutralizar algumas cores, isto é, 

diminuir-lhe a intensidade, podemos adicionar um pouco
alguma cor que retire o excesso do brilho. Vejamos:

No verde limão usaremos o ocre ou roxo;

No amarelo, o marrom escuro;
No carmim,  o azul escuro;
No vermelho, o carmim;
No azul cerúleo ou celeste, o azul cobalto;
No azul cobalto, o carmim;
No laranja, o marrom avermelhado.

terça-feira, 13 de maio de 2014



Sou um elemento vivo,

Irmão da terra, filho de Ceci...
Tupã, fez-me aqui um nativo,
Desta terra tupi-guarani...
~
Formada por itapetinga e caá,
Capororoca e coaraci...
Iluminada por Kamaiurá,
E repleta de jacui...
~
Onde se esconde o assary,
Dentro do maracanã de embaúba...
Onde o vento quebra o Quiriri,
E renova a vida de minha Atauúba...
~
Sou Tupi, sou Guarani,
Caçador, e protetor dos angûeras...
Sou antã, e da cor do açai,
Baquara e Anhangüera...
~
Sou de Araruama e Ibitinga,
Onde há Guaratinguetás e Araúnas 
Aguapés e remansos de restingas,
Ferozes Jaguaruna e mansas araraunas...
~
Aqui tem Ananas , Akaîu e caetés,
Japira, Jetica e garopaba...
E guarda no nhanduti o Jamé,
Dizendo que o Brasil e meu Aupaba...



Vocabulário:

Açaí: fruta que chora.
Akaîu: caju.
Ananas: abacaxi.
Araraúna: arara preta.
Araruama: terra dos papagaios.
Araúna: ave preta.
Angûera: espírito.
Anhangüera: diabo velho.
Antã: forte, ágil, esperto.
Arassary: variedade de tucano.
Atauúba: flecha incendiária.
Aupaba: Terra de origem.

Baquara: sabedor de coisas.

Caá: mato, folha.
Capororoca: de mato barulhento.
Ceci: Mãe.
Caetê: de mato virgem ou verdadeiro.
Coaraci: O sol.

Embauba: de arvore oca.

Ibitinga: terra branca.
Itapitanga: pedras vermelhas.

Jacu: espécies de aves vegetarianas silvestres.
Jamé: oculto. Misterioso, segredo.
Japira: mel.
Jaguaruna: de onça preta.
Jetica: Batata-doce.

Kamaiurá:lua.

Garopaba: lagoa da canoa.
Guaraní: guerreiro, lutador.
Guaratinguetá: reunião de pássaros brancos.

Maracanã: de casca grossa e rija.

Nhanduti: de teia de aranha.

Quiriri: vem de silencio sossego.




segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dentro de mim existem dois lobos. O lobo do ódio e o lobo do amor. Ambos disputam o poder sobre mim. -Qual vence? Aquele que eu alimento! Velho índio


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mandei Fazer!


A capoeira, misto afro-brasileiro de luta e dança, é uma manifestação cultural bastante característica do Brasil. Seguindo a Teoria das Representações Sociais (Moscovici), investigamos as representações sociais de capoeira presentes nas letras de suas canções. Ao submetermos 197 letras encontradas em sites de grupos de capoeira ao software Alceste, encontramos três elementos de representação que parecem ser os significados predominantes nas letras. O Alceste gerou três classes distribuídas em dois eixos: História da capoeira, formado por duas classes: Sofrimento e Resistência, com elementos sobre o passado do escravo e sua luta por liberdade; e O Mestre, com histórias de antigos mestres, suas vidas e ensinamentos. A classe A Roda, localizada no segundo eixo, Capoeira e Vida, mostra a analogia entre esses dois últimos elementos, descrevendo a estrutura física e dinâmica da roda. Concluiu-se que os significados identificados são fundamentais para a preservação da memória da história do negro no Brasil e descrevem uma “filosofia de vida” relacionada ao enfrentamento das adversidades.
Palavras-chave: Representação Social, Capoeira, Letras de músicas



Capoeira, an afro-Brazilian compound of fight and dance, is a typical cultural manifestation of Brazil. Based on Moscovici’s Theory of Social Representations, we investigated the social representations of capoeira presented on its lyrics. By submitting 197 lyrics, found on internet sites of capoeira groups, to the software Alceste, we identify three elements which seem to be the main subjects in this lyrics. Alceste produced three classes distributed in 2 axles: Capoeira History, composed by two classes: Suffering and Resistance, that tells the past of black slaves and their fight for freedom; and The Master, that tells histories of old capoeira teachers/masters, their lives and teachings. Class The Game, located on the second axle, Capoeira and Life, shows the analogy between these two components by describing physical and dynamical structure of the game. We conclude that the meanings identified are essential to preserve history of black people in Brazil and they describe a "philosophy of life" related to facing adversities.
Keywords: Social Representation, Capoeira, Lyrics.